quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ora cá estou eu à espera que o meu tesouro "mainobo" acorde... na véspera de voltar ao trabalhinho, depois de um mês inteirinho de férias! Na verdade não me sinto nem ansiosa, nem nervosa, nem desgustosa, nem nada que termine em "osa"... estou verdadeiramente feliz por voltar! Já tenho saudades dos sorrisos marotos dos pequenotes, das suas vozezitas (em muitos casos ainda transparentes, antes de serem brancas), dos seus mimos e do seu cheirinho a chocolate e bolachas (leia-se criança). É claro que foi ótimo ("raisparta" o novo AO) estar com os meus homens todo este tempo, mas faltava-me algo... se calhar alguma confusão! Amanhã é o dia! Amanhã começo a por em prática os meus planos maquiavélicos para fazer com a Música se entranhe nos seus coraçõezitos absorventes para não mais se verem livres dela... AH! AH! AH! AH! AH! AH! AH! (é o melhor riso malvado que consegui arranjar...) E que planos, meu Deus, e que planos...

É tão bom amar o que se faz, não é?!...

domingo, 14 de agosto de 2011

As palavras... ora doces, ora amargas... ora induzem fantasia, ora magoam... sinto-me magoada. Às vezes a culpa até nem é das palavras mas da intenção dos que as usam. Não sei se foi o caso... mas o olhar frio, as veias salientes e a chama na voz não ajudaram... Se há dia em que me sinto triste e desiludida é hoje. Um amigo diria que "são os versos normais da vida"... risquem-se as linhas em que se escrevem estes versos, por favor! Não era suposto... o amor, entidade divina, não deveria permitir estes desvarios. Dizer o que não se quer, acontece... mas... e se o que se diz é mesmo o que se quer dizer? Esqueci-me de dizer que, para além de estar triste, estou confusa... amar ou não amar é a questão... ou neste caso, a confusão. Não importa o peso, as rugas, os cabelos brancos... importam as atitudes e... AS PALAVRAS!

terça-feira, 17 de maio de 2011

É bom...

É bom sentir que somos respeitados e acarinhados. Os meus alunos fazem-no com alguma regularidade, mas hoje tive a prova de que valem bem a pena as horas de trabalho que ninguém (leia-se patrão) vê ou mesmo suspeita que existam. É por estas e por outras que não me imagino a fazer mais nada... ou quase mais nada. É por estas e por outras que quando me olho ao espelho não vejo as olheiras até ao pescoço. É por estas e por outras que, miraculosamente, consigo manter-me acordada o dia inteirinho! (disse acordada, não disse consciente...) É por estas e por outras que suporto e até tolero as "birras" do Pedro na hora de, supostamente, me deitar. É por estas e por outras que até me esqueço que "abandono" todos os dias, na minha mãe, um dos meus dois mais queridos tesouros.
Confesso que gosto. Confesso que gosto, como qualquer mortal, de um miminho de vez em quando... Confesso, pronto.
Ora cá estou de volta às "internetices"; o meu rapazinho mais pequenito já me permite estes desvarios e, convenhamos, é sempre uma forma agradável de ir entrecortando o trabalho com algum (muito pouquinho) lazer.

Sou agora muito mais feliz; a minha família cresceu, não só em número, mas principalmente em alegrias. Estou cada vez mais apaixonada pela vida e por tudo e todos que dela fazem parte. Voltei a escrever. Principalmente para mim... segredos "escabrosos" ou simples desabafos de uma química ainda em reboliço. Ás vezes apetece-me partilhar as minhas palavras e as minhas reticências, outras vezes espero ansiosamente que alguém, como que por acidente, as descubra, noutras ainda, rasgo o papel mas, teimosamente, volto a transcreve-las da memória.

O nosso bebé tem agora 10 meses e toneladas de graça! Muito diferente do irmão, é um "pato bravo" que dá luta 16 horas por dia; não que se porte mal... na verdade é um doce... só que é um doce com muito açúcar, o que lhe dá, como é sabido, doses extra de energia. Só a esta hora é que encontro o silêncio para trabalhar ou, na melhor das hipóteses, para amar...
E por falar nisso... vou trabalhar mais um bocadinho; o final do ano aproxima-se e os afazeres reproduzem-se à velocidade dos coelhos! Mas prometo voltar, agora, com mais frequência... espero... e quem sabe escrever aqui aquelas reticências para quem as quiser ler. Para quem ME quiser ler...

"Hasta la vista"

sábado, 21 de novembro de 2009

Estou maravilhada... ontem vimos a nossa ervilhinha! Já são quase 3cm de gente! 3 Cm de gente com dois bracinhos e duas perninhas muito agitados!
Mas que milagre!... Deve ser da maturidade, mas este 2º filho está a encantar-me de uma forma diferente; não mais, mas muito diferente. O facto de partilhar o crescimento deste filho com o primeiro é realmente uma experiência fantástica.
E eu?! Eu sinto-me a mulher mais feliz do mundo! A mais especial, a mais... tudo! E os responsáveis são, não só a minha barriguinha e o meu Rodrigo, mas principalmente o Pedro; o meu companheiro de vida, que me faz sentir querida e amada todos os instantes, e que é um pai e um marido tão fortemente e positivamente presente nas nossas vidas. Amamo-lo por isso.
Alguém também muito especial me dizia, não faz muito tempo,que sou uma pessoa apaixonada... e sou, ou pelo menos sinto-me assim! Mas vejo agora que por muito apaixonada que seja ou esteja, é sempre possível apaixonar-me ainda mais... porque a VIDA assim o merece!
Viver é bom e recomenda-se... e dar a vida é seguramente a melhor coisa do mundo; é dar à humanidade mais uma oportunidade para ser melhor...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Escrevo hoje como mamã... actual e futura...
É verdade(ainda no segredo dos deuses): ESTOU GRÁVIDA... outra vez!
Mas que sensação esta de ter vida dentro de mim!
Ontem vi, pela primeira vez, o nosso bebé... os nossos 5 milímetros de gente... Estamos tão felizes, mas tão receosos do que possa acontecer... uma má experiência marca mesmo.
Mas falando de coisas boas e bonitas...
Os nossos olhos brilham, agora, muito mais. Mais uma vez se celebra o amor que sentimos, eu e o Pedro, um pelo outro... e os dois pelos nossos filhos: os nossos tesouros!
Não há palavras que possam descrever, muito menos revelar o estado de graça que é estar "de esperanças". Sinto-me CHEIA...
Não sai mais nada... a não ser que precisava mesmo de partilhar esta alegria... com alguém...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ESTADO DE ALMA MULHER


Sinto, cada vez mais, a necessidade de escrever... é como um exercício de um qualquer psicólogo, ou mesmo psiquiatra. Escrever limpa a alma. Só o facto de pensar que alguém nos lê, sim NOS lê (porque as nossas palavras são nossas e dizem tanto de nós), faz-me acreditar que vale a pena escrever e ser lido, que é também ser ouvido. Tal como o compositor se descreve através da sua música, ou o escultor se mostra nas suas esculturas, também quem escreve (não necessariamente escritor) se revela ao mundo e a quem o quiser ler através as suas palavras e da sua forma de escrever.

Tacteio as minhas vivências e as minhas experiências e partilho-as com quem se permitir a tal. Encontro-me com a vida, com amigos, com sentimentos e sentidos. Encontro-me...

Encontro-me hoje como mulher...

Escrevo hoje a alguém... a um louco... ou melhor; a uma loucura...


Eu não sei nunca quando é que a minha loucura é a verdade que eu não posso suportar.

Eu não sei mesmo se a minha razão me prende o pensamento ou se é ponte para voar.

Assustas-me e fascinas-me.

Em ti há um olhar perdido no infinito...

Em mim, há a possibilidade de ver só até onde a vista alcança...

MAS...

Quando te vejo sorrir,

Quando te vejo brincar como criança,

Quando cantas coisas que sinto mas não posso entender...

É como a música de um mundo perdido, mas que foi...

És como aquele pássaro que não existe, mas que existe porque eu o espero.

Olho-te e tento compreender...

Mas quando, em certos momentos, como faíscas e raios de uma outra luz, eu vejo mais...

Ah! Lá, quando eu me dispo das minhas "verdades", dos meus "uniformes" e das minhas "razões", ...

Lá, nesse meu mundo que é loucura, dor, alegria, ternura, amor e delicadeza, ...

Aí, quando eu me encontro contigo, ainda que em sonhos, contigo, apetece-me abraçar-te, fazer-te festas nos cabelos, ...

E ficar assim, só assim...

Murmurar-te uma canção e dizer-te:

- Deixa lá! Eu também não entendo...